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Segurança contra incêndio na engenharia: normas e prevenção

Quando se fala em segurança contra incêndio, muitas pessoas pensam apenas em extintores instalados nas paredes. Porém, a proteção de uma edificação envolve muito mais: projetos corretamente dimensionados, rotas de fuga, sinalização, iluminação de emergência, sistemas de detecção, hidrantes, sprinklers, treinamento e manutenção periódica.

Em ambientes industriais, essa atenção precisa ser ainda maior. A presença de máquinas, instalações elétricas, produtos inflamáveis, processos que geram calor e grandes áreas de armazenagem pode aumentar significativamente os riscos.

Por isso, a segurança contra incêndio deve fazer parte da engenharia desde as primeiras etapas do empreendimento.

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A PREVENÇÃO COMEÇA ANTES MESMO DA OBRA

Um sistema eficiente de proteção contra incêndio não consiste apenas em distribuir extintores pelo ambiente. É necessário analisar tecnicamente diversos fatores, como:

  • Área e altura da edificação;
  • Tipo de ocupação e processo industrial;
  • Quantidade e comportamento dos materiais armazenados;
  • Carga de incêndio;
  • Distâncias até as saídas de emergência;
  • Número de trabalhadores e ocupantes;
  • Necessidade de compartimentação;
  • Disponibilidade e volume da reserva de água;
  • Acesso para as viaturas do Corpo de Bombeiros;
  • Riscos relacionados a gases, líquidos inflamáveis, produtos químicos e poeiras combustíveis.

Essas informações permitem definir quais medidas serão necessárias e como cada sistema deverá ser dimensionado.

O layout da indústria também influência a segurança

A distribuição dos ambientes, equipamentos, estoques e áreas de circulação interfere diretamente na prevenção e no combate a incêndios.

Corredores estreitos, saídas bloqueadas, armazenamento próximo a fontes de calor e equipamentos instalados sem afastamentos adequados podem dificultar uma evacuação e acelerar a propagação do fogo.

Por isso, alterações de layout, ampliações da produção ou instalação de novas máquinas devem ser avaliadas também sob o ponto de vista da segurança contra incêndio. Uma mudança aparentemente simples pode alterar as rotas de fuga, a carga de incêndio e o alcance dos sistemas de proteção existentes.

O que as normas exigem para a segurança contra incêndio?

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A NR 23 – Proteção Contra Incêndios determina que as empresas adotem medidas de prevenção conforme a legislação estadual e forneçam aos trabalhadores informações sobre utilização dos equipamentos, procedimentos de emergência, alarmes e evacuação do local.

Dependendo do tipo de obra e da atividade industrial, outras Normas Regulamentadoras também podem ser aplicáveis, como a NR 10 para instalações elétricas, NR 18 para atividades da construção, NR 20 para inflamáveis e combustíveis, NR 33 para espaços confinados e NR 35 para trabalhos em altura.

Também devem ser consideradas as normas técnicas da ABNT e as instruções do Corpo de Bombeiros de cada estado. Entre os principais temas estão:

  • Saídas e rotas de emergência;
  • Extintores de incêndio;
  • Sistemas de hidrantes e mangotinhos;
  • Sistemas de chuveiros automáticos, conhecidos como sprinklers;
  • Detecção e alarme de incêndio;
  • Sinalização e iluminação de emergência;
  • Brigada e plano de emergência;
  • Controle de fumaça;
  • Armazenamento de produtos inflamáveis;
  • Resistência ao fogo e compartimentação das edificações.

No Paraná, por exemplo, o Corpo de Bombeiros possui Normas de Procedimentos Técnicos específicas para saídas de emergência, carga de incêndio, brigada, iluminação, sinalização, extintores, hidrantes, sprinklers, inflamáveis, produtos perigosos e outras situações encontradas em ambientes industriais.

Quais sistemas podem ser necessários em uma indústria?

As medidas exigidas variam de acordo com o risco e com as características da edificação. Entre as soluções mais frequentes estão os sistemas de extintores, hidrantes, mangotinhos, sprinklers, alarmes, detectores, iluminação e sinalização de emergência.

Em algumas instalações, também podem ser necessários:

  • Reservatório exclusivo para combate a incêndio;
  • Casa de bombas;
  • Portas e paredes resistentes ao fogo;
  • Sistemas de controle ou extração de fumaça;
  • Sistemas fixos de combate por gases ou espuma;
  • Bacias de contenção para líquidos inflamáveis;
  • Proteção passiva das estruturas;
  • Rotas externas e pontos de encontro;
  • Áreas adequadas para aproximação das viaturas.

Esses sistemas precisam funcionar de forma integrada. Uma rota de fuga corretamente dimensionada perde sua eficiência quando está obstruída, da mesma forma que um hidrante não oferece proteção adequada quando a reserva de água ou a pressão disponível são insuficientes.

Proteção passiva: a segurança que não precisa ser acionada

Nem toda proteção contra incêndio depende de bombas, alarmes ou equipamentos automáticos. A proteção passiva é composta por materiais e elementos construtivos que ajudam a limitar a propagação do fogo, do calor e da fumaça.

Entre as principais soluções estão:

  • Paredes e portas resistentes ao fogo;
  • Compartimentação das edificações;
  • Selagem de passagens de cabos e tubulações;
  • Proteção de estruturas metálicas;
  • Materiais com resistência adequada ao fogo;
  • Barreiras destinadas ao controle da fumaça.

Esses elementos ajudam a preservar as rotas de fuga, dificultar o avanço do incêndio e proporcionar mais tempo para a evacuação e para a atuação das equipes de emergência.

A proteção passiva não substitui os sistemas ativos de combate. As duas estratégias precisam ser projetadas para atuar em conjunto.

Obras dentro de fábricas exigem cuidados adicionais

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Reformas e ampliações realizadas com a indústria em funcionamento precisam ser planejadas em conjunto com a operação.

Antes do início dos serviços, devem ser identificadas as interferências com rotas de fuga, sistemas de alarme, redes de hidrantes, sprinklers e demais dispositivos existentes. Quando algum sistema precisar ser desligado, devem ser estabelecidas medidas temporárias de proteção e um procedimento para reduzir o período de indisponibilidade.

Serviços como solda, corte e esmerilhamento também exigem controle rigoroso, incluindo análise de risco, liberação da área, retirada ou proteção de materiais combustíveis, disponibilidade de equipamentos de combate e acompanhamento após a conclusão do trabalho.

Executar uma obra sem considerar esses fatores pode criar um risco maior do que aquele que a própria intervenção pretende corrigir.

E QUANDO A INDÚSTRIA JÁ ESTÁ EM FUNCIONAMENTO?

Adequações em fábricas em operação exigem planejamento ainda mais rigoroso.

É necessário avaliar:

  • Interferências na produção;
  • Isolamento das áreas de trabalho;
  • Trabalhos a quente;
  • Desligamentos programados;
  • Manutenção temporária das rotas de fuga;
  • Proteção provisória durante a execução;
  • Controle de poeira e resíduos;
  • Circulação de trabalhadores e equipamentos;
  • Liberação de áreas após os serviços.

Em determinadas situações, a execução precisa ser dividida em etapas para que a empresa continue funcionando sem comprometer a segurança.

A aprovação do Corpo de Bombeiros não encerra o trabalho

A aprovação do projeto e o licenciamento da edificação são etapas importantes, mas a segurança precisa continuar sendo administrada durante toda a vida útil da indústria.

Extintores, bombas, alarmes, detectores, hidrantes, sprinklers, portas corta-fogo e iluminação de emergência precisam ser inspecionados, testados e mantidos periodicamente. Os trabalhadores também devem conhecer os procedimentos de evacuação e saber como agir diante de uma emergência.

Além disso, mudanças no layout, aumento de estoque, instalação de novos equipamentos ou alterações no processo produtivo podem modificar os riscos da edificação. Por isso, ampliações e adequações precisam ser avaliadas por profissionais habilitados.

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Treinamento e manutenção fazem parte do sistema

Como a engenharia transforma normas em proteção real?

Cada indústria apresenta condições diferentes. Um sistema desenvolvido sem levantamento adequado pode atender apenas ao desenho, mas não necessariamente à realidade da operação.

A Londrienge atua no desenvolvimento de projetos, adequações e execução de sistemas relacionados à segurança contra incêndio, integrando as disciplinas civil, elétrica e mecânica. Essa visão permite identificar interferências, compatibilizar instalações e planejar a execução com menor impacto sobre a rotina produtiva.

Mais do que instalar equipamentos, o objetivo é entregar uma solução coerente com os riscos da atividade, com as exigências técnicas e com as necessidades operacionais de cada cliente.

SEGURANÇA NÃO DEVE SER TRATADA APENAS COMO UMA EXIGÊNCIA

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