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Obra industrial parada porque uma tubulação de processo conflita com uma estrutura metálica que já foi instalada. Solução? Demolir, refazer, comprar material novamente, pagar equipe em dobro. Prejuízo: R$ 80 mil + 2 semanas de atraso. Parece um caso extremo, mas quem vive obra sabe: isso é mais comum do que deveria. Isso não é exceção — é rotina em projetos sem coordenação adequada entre disciplinas. Os conflitos só aparecem quando já viraram concreto, aço e dinheiro gasto. É exatamente nesse cenário que o BIM reduz desperdício na construção, porque antecipa problemas que, no modelo tradicional, só seriam descobertos tarde demais — e sempre do jeito mais caro possível.
O BIM (Building Information Modeling) permite integrar todas as disciplinas do projeto em um único modelo digital, detectando interferências entre estrutura, elétrica, hidráulica, processos e arquitetura antes da obra começar. Em vez de resolver conflito no canteiro, você resolve no computador — com alguns cliques, não com marreta e nota fiscal. É por isso que empresas como a Londrienge Engenharia adotam o BIM como base dos seus projetos: porque BIM reduz desperdício na construção, reduz retrabalho, protege o cronograma e ajuda gestores a tomarem decisões melhores desde o início. Se você quer entender como isso funciona na prática e como aplicar na sua próxima obra industrial, siga na leitura — o restante do texto explica tudo de forma simples e objetiva.

O retrabalho tem um custo muito maior do que parece — e quase ninguém contabiliza isso direito. Ele não é só o material que vai para o lixo (tubulação, aço, concreto, cabos), mas também a mão de obra que precisa refazer o serviço e, principalmente, o atraso no cronograma, que gera custos indiretos como juros sobre capital parado, multas contratuais, despesas administrativas extras e até perda de receita por atraso na entrada em operação.
Em obras industriais, esse combo silencioso pode representar entre 10% e 15% do orçamento total sem que isso apareça claramente no relatório final. É por isso que o BIM reduz desperdício na construção de forma tão significativa: ao identificar conflitos antes da obra começar, ele corta o retrabalho na raiz — e protege não só o orçamento visível, mas também esses custos invisíveis que corroem a rentabilidade do projeto.
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No método tradicional de projeto, cada disciplina trabalha de forma isolada: estrutura em um arquivo, arquitetura em outro, elétrica, hidráulica, HVAC e processos em plantas separadas — quase sempre em 2D. No papel (ou na tela), tudo parece caber. Mas a realidade é tridimensional, cheia de interferências físicas. É só na hora de executar que aparece que o tubo passa exatamente onde tem uma viga, que o duto colide com a luminária, que a porta abre para o lado errado ou que não há espaço para manutenção. Esse modelo fragmentado cria uma falsa sensação de controle — enquanto, na prática, ele empurra os problemas para o momento mais caro possível: o canteiro de obras.
Mesmo quando existe uma tentativa de coordenação, ela costuma ser manual, baseada na sobreposição de plantas em 2D, impressão de pranchas e revisão visual. O problema é que esse processo só consegue identificar cerca de 30% a 40% dos conflitos reais — o restante simplesmente passa despercebido porque não é óbvio no papel. Resultado: os erros sobrevivem até a execução, viram retrabalho, atraso e desperdício. É exatamente por isso que o BIM reduz desperdício na construção: porque substitui essa coordenação limitada por uma coordenação digital tridimensional, que enxerga e resolve conflitos antes que eles virem custo.
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Antes de qualquer caminhão chegar ao canteiro, o BIM já “construiu” a obra no ambiente digital — e é ali que os conflitos aparecem primeiro. É nesse ponto que o BIM reduz desperdício na construção. A seguir, você vai ver como essa antecipação funciona na prática e por que ela muda completamente o jogo da coordenação em obras industriais.

No BIM, estrutura, arquitetura e todas as instalações convivem dentro do mesmo modelo 3D digital. Quando o projetista lança uma tubulação, o próprio software verifica se ela colide com uma viga, duto ou equipamento — e, se colidir, o conflito aparece automaticamente destacado. Assim, o problema é resolvido no computador (custo próximo de zero), e não na obra, onde pode significar R$ 80 mil, atraso e retrabalho. É exatamente assim que o BIM reduz desperdício na construção antes mesmo que ele exista.

Além do modelo integrado, o BIM permite rodar rotinas de verificação automática de interferências (clash detection). Em poucos minutos, o software cruza todas as disciplinas e gera um relatório objetivo — algo como “152 conflitos detectados” — que a equipe resolve um por um antes de qualquer aprovação de projeto. Esse processo atinge uma taxa de detecção de 85% a 95% dos problemas, o que explica, na prática, por que o BIM reduz desperdício na construção: ele transforma conflitos invisíveis em tarefas claras, resolvidas quando ainda são baratas, rápidas e digitais.

O BIM não serve apenas para evitar conflitos — ele também permite otimizar o uso de materiais desde a fase de projeto. Como o modelo é paramétrico, o software calcula automaticamente as quantidades exatas de tudo: metros de tubulação, toneladas de aço, volumes de concreto, número de suportes e componentes. Isso elimina a prática comum de comprar “um pouco a mais por segurança”, que, somada ao longo da obra, vira desperdício real.
Na prática, essa precisão gera uma redução de 8% a 12% no desperdício de material em obras industriais. É mais um motivo pelo qual o BIM reduz desperdício na construção: ele transforma o planejamento em algo mensurável, previsível e controlado — e tira o desperdício do campo da suposição para o campo do dado.
O retrabalho em obra industrial não é “parte do jogo”. Ele é consequência direta de um método ultrapassado de coordenação de projetos. Hoje, com BIM, é possível resolver até 90% dos conflitos antes da primeira escavação — quando ainda são baratos, rápidos e digitais. É por isso que, na Londrienge Engenharia, o BIM é aplicado em 100% dos projetos industriais: porque sabemos que a economia gerada pela redução de retrabalho paga o investimento em engenharia digital — e ainda deixa margem de lucro. No fim do dia, o BIM reduz desperdício na construção não como promessa, mas como resultado mensurável.
Se você quer entender quanto a sua próxima obra pode economizar com BIM, a Londrienge Engenharia oferece um diagnóstico sem custo: um engenheiro analisa seu projeto e estima a economia potencial antes mesmo da obra começar. E se você quiser continuar aprendendo sobre gestão de obras, coordenação de projetos e engenharia digital, explore os outros conteúdos do nosso blog — tem muita coisa prática por lá para quem quer construir melhor, gastar menos e evitar dores de cabeça.
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